Os senhores que falam de mudança, os senhores que escrevem e decretam sobre mudança, são a fundo os que não querem (a) mudança. Angola não vai mudar, nunca, isso me parece uma desgraça.

Os dirigentes e pessoas de exemplo deste país (permitam que eu escreva com a inicial minúscula, afinal é assim mesmo, faz muitíssimo tempo que saímos de Angola para angola). Voltanto, aqui os dirigentes e pessoas de exemplo são os mais faltadores da lei, são os que mais tropeçam e de forma propositada. Bom, talvez estejamos a viver realidades diferentes, mas na minha angola acontece tudo e um pouco mais, como por exemplo: dizem que querem mudança, mas o que diz isso faz com que morram a cada segundo muitas crianças, jovens e adultos. Alguém roubou e continua roubando o dinheiro para a construção e caprichamento de infras-estruturas escolares, consequentemente os cidadãos estudam sob árvores, ou ainda entre paredes sem cobertura. A partidarização comprou e cegou a muitos. A Lei não tem valor, quando o assunto é manifestação pacífica. A vida deixa de ser um bem supremo quando se reivindicam os valores humanos. Servem-se das igrejas, escolas e associações sociais para se acalmarem os mais ousados dentre os medrosos. Juventude é uma questão de idade e não de psique. Os docentes são comprados, havendo limitações de pensamentos nas academias. A justiça é mais selectiva que outra coisa. Dá-se dinheiro para projectos que não são fiscalizados, consequentemente os gestores roubam esse dinheiro. Inibem as mentes pensadoras.
Nunca apostam no ensino por medo de muita coisa. Em relatórios a população melhora as condições de vida cada vez mais, mas na realidade a vida se torna mais dificil em angola. As oportunidades de emprego e outras são sempre para as mesmas pessoas. Alguns hospitais erram muito e matam pessoas por seus erros técnicos, mas há sempre uma defesa por esses atos. A população contribui para ter água e energia, paga a saúde, a escolaridade e tudo mais, em preços altíssimos. Os deputados representam um povo que eles mesmos desconhecem. Na minha angola a luta é contra o cidadão.

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